23 de mar. de 2008

Incubadora de Novos Coreógrafos

11 de jan. de 2008

Miltoooooooooooooo!!!!!!!!
Achei a música que é o auto-retrato do nosso duo! É do Moska, chama "Um e Outro".

Um fala, o outro escuta
Um cala, o outro muta
Um grita, o outro olha
Um habita, o outro desfolha

Um aperta, o outro solta
Um liberta, o outro volta
Um salta, o outro pousa
Um falta, o outro ousa

Um corre, o outro estanca
Um morre, o outro arranca
Um atura, o outro devora
Um mistura, o outro demora



Um concorda, o outro sabe
Que um transborda, o outro cabe
Um chamusca, o outro congela
Um busca, o outro revela

Um existe, o outro permanece
Um insiste, o outro acontece
Um estranha, o outro acostuma
Um acompanha, o outro desarruma

Um agarra, o outro conquista
Um esbarra, o outro despista
Um batalha, o outro entrega
Um encalha e o outro navega

Na fenda que nos separa
da ponte que nos aproxima
Quem retirou a última pedra
do muro que estávamos vivendo em cima?

8 de nov. de 2007

Da imobilidade ilusória

Numa sala totalmente branca quero-me imóvel. Em pé, distribuo o peso do meu corpo sobre as duas pernas, relaxo os músculos dos braços e dos olhos, faço dos pensamentos vagões de passagem e acalmo minha respiração para que venha a imobilidade. Por alguns instantes penso ter controle sobre os movimentos do meu corpo. Que bobagem! Jamais poderei dominar os líquidos quentes e espessos que sobem pelas minhas pernas em direção ao coração que quase no mesmo instante os joga de volta para todos os cantos, canos e buracos que me compõem.

20 de out. de 2007

No começo não havia pois começo. No começo era o movimento porque o começo era o homem de pé, na Terra. Erguera-se sobre os dois pés oscilando, visando o equilíbrio. O corpo não era mais que um campo de forças atravessado por mil correntes, tensões, movimentos. Buscava um ponto de apoio. Uma espécie de parapeito contra esse tumulto que abalava os seus ossos e a sua carne. Então a linguagem nascia num relâmpago, os sons combinavam-se, as palavras encadeavam-se, os sentidos incendiavam-se, a marcha desencadeava os seus passos na alegria, e hesitava na angústia de cair. A vida transbordava. O bailarino retoma o seu corpo nesse momento preciso em que perde o seu equilíbrio e se arriscar a cair no vazio. Luta, jogando tudo por tudo: está em jogo a sua vida, a sua liberdade de bailarino, a sua luz. Faz apelo ao movimento, que proporcionará claridade e estabilidade à sua extrema agitação interior. Por meio de movimento domará o movimento: com um gesto libertará a velocidade que arrebatará o seu corpo traçando uma forma de espaço. Uma forma de espaço-corpo efêmero, por cima do abismo.

José Gil


Bonito, não?

15 de set. de 2007



...

3 de set. de 2007







Galera, o Henrique achou essas fotos no site da Bienal e coloquei aqui.

28 de ago. de 2007

Metaforas para Ballet - eu nao consigo acentuar os titulos do blog

Gente,

Estou pesquisando metáforas para ballet, e gostaria da contribuição de vcs.
Vcs conhecem aquelas expressões didáticas que se usa em aulas de ballet?
Como por exemplo:
"Feche o casaquinho" - para fechar as costelas;
"Dance com o homem gordo." - para acertar a curvatura dos braços a frente.
Sabem?
Pois é, fiz uma lista das que eu conheço e estou precisando de umas novas. Caso vcs conheçam outras podem deixar pra mim nos comentários, ok?!!
bjus.

"Dance com o homem gordo"
"Feche o casaquinho"
"Deixe chover no cotovelo"
"Escove o chão com os pés"
"Mostre o "xixi" no espelho"
"Risque o ar"
"Na linha do umbigo"
"Desencalacre o pescoço"
"Olhe para a mão"
"Afunde o plié"
"O braço loooonge"
"Marque a cabeça"
"Despenque nas pirouettes"
"Se vendam nas poses"
"Mostre o calcanhar a frente"
"Mostre o andeór"
"Empurre o chão"

...