Numa sala totalmente branca quero-me imóvel. Em pé, distribuo o peso do meu corpo sobre as duas pernas, relaxo os músculos dos braços e dos olhos, faço dos pensamentos vagões de passagem e acalmo minha respiração para que venha a imobilidade. Por alguns instantes penso ter controle sobre os movimentos do meu corpo. Que bobagem! Jamais poderei dominar os líquidos quentes e espessos que sobem pelas minhas pernas em direção ao coração que quase no mesmo instante os joga de volta para todos os cantos, canos e buracos que me compõem.
8 de nov. de 2007
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